Montalegre decidiu não esperar que os médicos chegassem sozinhos ao Barroso. Num concelho com 805 quilómetros quadrados, 135 aldeias e uma população envelhecida, a Câmara Municipal criou um pacote de incentivos para atrair e fixar clínicos. O apoio inclui mil euros por mês, casa de função equipada e um suplemento para os médicos que façam urgência.
A presidente da Câmara Municipal, Fátima Fernandes, diz que a decisão nasceu de uma necessidade concreta. O corpo clínico que servia Montalegre era composto por médicos que estavam no concelho há muitos anos e que foram chegando à idade da reforma praticamente ao mesmo tempo. Como tal, “o risco de não haver médicos para assegurar os cuidados básicos de saúde era grande”.